The Poetry of Cesário Verde
Ó áridas Messalinas
Ó áridas Messalinas
nãe [sic] entreis no santuário,
transformareis em ruínas
o meu imenso sacrário!
Oh! a deusa das doçuras,
a mulher! eu a contemplo!
Vós tendes almas impuras,
não me profaneis o templo!
A mulher é ser sublime,
é conjunto de carinhos,
ela não propaga o crime,
em sentimentos mesquinhos.
Vós sois umas vis afrontas,
que nos dão falsos prazeres,
não sei se sois más se tontas,
Mas sei que não sois mulheres!
Publicado no Diário de Notícias, Lisboa,
12 Dezembro de 1873.
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